quinta-feira, 2 de agosto de 2007

E por que não hei-de ajudar?

“As sanções, só por si, vão provocar alguns problemas, mas não serão suficientes para forçar o Governo do Sudão a parar com o genocídio”. As palavras são do presidente do Council on Foreign Relations, Richard Haaass.
Esta organização não-governamental, sediada nos EUA, lança um alerta para a catástrofe humanitária que está a acontecer no Darfur. O Presidente George W. Bush anunciou, no mês passado, que iria impôr mais sanções ao Governo sudanês, afectando principalmente as companhias petrolíferas do país.
No entanto, estas sanções não estão a dar resultado. O Governo do Sudão, chefiado por Omar al-Beshir, continua insensível e não está disposto a pôr um fim ao genocídio que já matou mais de 400 mil pessoas e que já provocou a deslocação de milhares de pessoas que se encontram em abrigos sem o mínimo de segurança e sem condições humanas.
É urgente lutar pela dignidade destas pessoas que são seres humanos como nós. Não fiquemos indiferentes! Juntemo-nos à campanha do Darfur.
Estamos empenhados em levar a cabo várias acções de sensibilização, entre outras actividades. Se estiver interessado em participar ou se tiver alguma ideia para ajudar este povo, deixe-nos uma mensagem. Toda a ajuda é preciosa. Dê a mão a quem mais precisa. Não custa nada!
Se conseguimos com Timor, por que não conseguiremos com o Darfur? No início também não havia muitas pessoas a acreditar na campanha pelo povo timorense. Hoje temos o presidente Ramos Horta a agradecer a Portugal por ter contribuído massivamente para que Timor se tornasse numa democracia.

Sudão: Descoberta de lago subterrâneo no Darfur pode amenizar conflito

Cientistas da Universidade de Bóston, nos Estados Unidos, dizem ter encontrado provas da existência de um lago subterrâneo na região sudanesa de Darfur. Se confirmada, essa descoberta pode amenizar o conflito e a crise humanitária na região.
Segundo especialistas, a falta de água agravou as tensões entre as comunidades locais e a água armazenada neste reservatório subterrâneo poderia ajudar a resolver o conflito.
Os pesquisadores norte-americanos acreditam que o lago possa ter mais de 30 mil quilómetros quadrados e já pensam na melhor forma de extrair a água. A princípio, se o governo local concordar, serão abertos cerca de 1 000 poços na região para bombear a água.
O Doutor Farouk El-Baz, Director do Centro de Pesquisa Remota da Universidade de Bóston e chefe da equipe responsável pela descoberta, diz que o novo lago é, na verdade, um antigo lago.
«A região Norte de Darfur tem uma gigantesca depressão que cobre uma área três vezes maior que o Líbano. Há centenas de anos, havia ali um lago cheio de água. A água escapou e formou agora um reservatório subterrâneo».
De acordo com este especialista, a capacidade desse reservatório é suficiente para abastecer todas as comunidades de Darfur e o acesso á água poderia restaurar a paz.
«Boa parte do conflito e da miséria em Darfur deve-se à escassez de água. O acesso à água potável é essencial para a sobrevivência dos refugiados, ajudará no processo de paz e fornecerá os recursos necessários para o desenvolvimento económico da região», afirma o geólogo.
A descoberta foi já apresentada pelos pesquisadores ao Presidente sudanês Omar al-Bashir que anunciou uma iniciativa para se perfurarem os poços em favor da consolidação da paz e do apoio a economia local».
Uma descoberta semelhante foi feita no Egipto, vizinho do Sudão, onde poços foram usados para irrigar 150 mil acres de terras cultiváveis.

Eurodeputado português em visita ao Darfur

"As queixas que recebemos com mais frequência têm a ver com a continuação de ataques, de violações e de intensa insegurança". Quem o afirma é Ribeiro e Castro, eurodeputado, que se encontra no Sudão até quinta-feira.

O responsável português deixou o alerta de que é urgente garantir a segurança no Sudão, para que as populações possam regressar às suas casas.

Os direitos das vítimas de abuxo sexual

Um dos problemas que mais aflige o Sudão, nomedamente o Darfur, é a violação de crianças e mulheres. Uma situação que piora com a guerra, mas também com a legislação actual.
A organização Refugees International alerta para a a necessidade de se mudar a lei, para que haja uma maior protecção das vítimas de abuso sexual. Afinal, há que acabar com a guerra, mas também convém que haja legislação que proteja os direitos humanos.
A organização lançou um relatório onde aborda esta problemática, intitulado Laws Without Justice: An Assessment od Sudanese Laws Affecting Survivors of Rape. Pode consultá-lo em http://www.refugeesinternational.org/content/publication/detail/10070.

Um pequeno paraíso no Darfur

Mas no meio da tragédia, ainda há uma luz ao fundo do túnel. Em Yara, uma das comunidades do Darfur, não há diferenças étnicas ou qualquer conflito entre tribos. A etnia Fur, que deu o nome ao Darfur, e os nómadas árabes vivem lado a lado sem problemas. Trabalham juntos e já conseguiram reconstruir uma escola, uma clínica local e já pensam em investir no cultivo do limão e da papaia.
Para este pequeno paraíso tem contribuído a ajuda da UNICEF que, em 1999, iniciou nesta zona a Child-Friendly Community Initiative. Com este programa, a população local teve uma parte activa na recuperação da sua terra.
Mas, como é que em plena guerra, se consegue consntruir um local de paz? Um dos habitantes de Yara revela o segredo: “Não há diferenças entre nós. Partilhamos tudo o que temos. Isso torna-nos iguais.”

É mesmo genocídio

Provas de genocídio no Darfur
O canal de televisão Odisseia apresenta provas definitivas do genocídio de Darfur nos dia 24 e 25 de Junho.
Após meses de investigação, o canal Odisseia obteve as provas definitivas sobre a catastrófica situação que vivem milhares de refugiados nas zonas próximas do Sudão: torturas, assassínios, ameaças e extorsão por parte do exército sudanês que governos e organizações internacionais deixaram no esquecimento.
O canal denunciava estes factos no passado mês de Abril com o documentário "Testemunhos de Darfur" e "Darfur, provas do genocídio". Agora, uma equipa de profissionais obteve provas audiovisuais que corroboram a veracidade desta informação: testemunhas protegidas ameaçadas de morte, vítimas destas torturas, valas comuns, etc.
O documentário de produção própria "Darfur, chamamento à consciência", foi emitido emitido no espaço Offdisseias no dia 24 de junho às 21.00h. Terá novas transmissões no dia 25 às 1.00h e 11.00h.
No documentário, além das provas recolhidas, Mohamed e a sua esposa Amida, testemunhas directas do massacre que tiveram que fugir de Darfur por ameaças de morte, oferecem o seu emocionante testemunho depois de terem testemunhado no Tribunal Internacional de Justiça. O filme foi realizado por Julio Alonso e Iván Durán e todo o material incluído foi apresentado como provas do genocídio no Tribunal de Haia.
Outras informações sobre o Darfur: Jovens e Missão

Governos locais são os responsáveis pelos conflitos

O alto-comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, não poupa críticas aos governos locais pelos conflitos mundiais, nomeadamente o do Darfur.
Guterres tem estado esta semana no Sul do Darfur e, em entrevista à Reuters, foi peremptório: «Vamos ser honestos, em muitos casos os governos são parte do problema e em muitos casos a comunidade internacional não tem capacidade para ajudar», afirmou o alto-comissário.
No entanto, salientou que o regresso de alguns refugiados do Sul do Sudão a casa, depois de quase duas décadas de exílio, é uma pequena vitória, tendo em conta a situação dramática que se vive na região. «Este ano, estamos a apoiar uma enorme reintegração de pessoas para o Sudão de muitos países vizinhos, como o Uganda, a Etiópia, o Quénia e a República Democrática do Congo», disse António Guterres, quando se encontrou com 161 refugiados sudaneses que estavam no Uganda.
Em 2007, o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados já organizou a repatriação de 35 mil pessoas para o Sudão, mais 14 mil do que no ano anterior.

António Guterres alerta para dificuldades no Darfur

O Sudão foi dos países que mais contribuiu para o aumento de refugiados desde 2005. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o número de pessoas que são obrigadas a refugiarem-se aumentou de 21 milhões em 2005 para 33 milhões o ano passado. Os valores são considerados sem precedentes se se tiver em conta o último quinquénio.Apesar de em primeiro lugar estar o Afeganistão (2,1 milhões de refugiados), o Sudão aparece logo de seguida com 686 mil refugiados, segundo o relatório “Tendências Mundiais em 2006” do ACNUR. A organização alerta ainda para o problema dos deslocados internos. No caso do Darfur (oeste do Sudão), o chefe da organização, o português António Guterres, alertou para as dificuldades que estão a sentir nesta zona: “O desempenho de organizações como o ACNUR está gravemente limitado, o que pode parecer intolerável, mas o desespero dos seus responsáveis não é nada quando comparado com o de milhões de deslocados daquela região africana".

Ajuda aos campos de refugiados

A França ofereceu-se para ficar responsável pela criação de uma ponte aérea que permita a chegada de ajuda às vítimas da guerra do Darfur que estão alojadas em campos de refugiados no Chade. A ONU já agradeceu esta iniciativa, que deverá ficar operacional já a partir de hoje (17/06/07), e que permitirá “alimentar milhares de pessoas”.
Esta será, sem dúvida, uma ajuda preciosa, mas continua-se a lutar contra os atentados aos direitos humanos que se fazem sentir no Darfur. Afinal, não se trata apenas de uma questão de haver ou não alimentos. Não esqueçamos que há mulheres e crianças a serem violadas, raptadas e violentadas das mais variadas maneiras. Há também o problema da falta de água e da insegurança que dificulta a chegada de ajuda à região e aos campos de refugiados, para além de faltar toda a dignidade que estas pessoas devem ter como seres humanos.
É caso para dizer: não baixemos os braços!

Força de Paz no Darfur chega em ... Outubro

O Governo sudanês aceitou a proposta de ser enviada uma força de paz para o Darfur, com tropas das Nações Unidas e da União Africana.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, mostrou-se satisfeito com esta decisão, apesar de ainda ser necessário estabelecer algumas conversações com o Governo do Sudão em questões relacionadas com a propriedade e a água. Ao que tudo indica, esta força de paz deverá estar no terreno em Outubro, segundo disse um diplomata do Sudão à Associated Press (AP) . No entanto, o prazo só será cumprido caso haja tropas e fundos suficientes.
Este é o terceiro passo na luta pelos direitos do povo do Darfur. Esperemos que seja decisivo.
Daqui a Outubro muito pode acontecer. O melhor é não cruzarmos os braços.
Participe na campanha e assine a petição da Aministia Internacional em http://www.eyesondarfur.org/ .

G8 ameaça levar Darfur ao Conselho de Segurança

Os líderes do G8, grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia, descartaram uma solução militar para o conflito em Darfur e pediram nesta sexta-feira que o governo do Sudão aceite que a missão de paz internacional da ONU e ameaçaram levar a questão do país ao Conselho de Segurança caso Cartum não coopere.

Eyes on Darfur

A Amnestia Internacional (AI) lança hoje o sítio Eyes on Darfur – Olhos no Darfur – para publicar fotografias das atrocidades cometidas na oeste do Sudão.As fotos tiradas por um satélite de alta resolução documentam os crimes que o Governo sudanês nega.